sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Visualização das maiores áreas urbanas do mundo

Continuando minhas brincadeiras com google maps, nesse link tem uma visualização das maiores cidades do mundo, segundo a wikipedia. Minha primeira conclusão é que Tokyo


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É assustadora, ganhando de longe de são paulo


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E até de nova iorque em área


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Se não abrir todos os mapas pode recarregar a página, que é problema com o google.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Feiras livres

São paulo é uma cidade cheia de feiras livres. São 909 ao todo, segundo o site da prefeitura. A impressão que eu tinha é que quase toda rua residencial tem uma feira livre a uma distância andável. Essas feirinhas normalmente são muito boas, com vegetais impossíveis de encontrar em salvador, normalmente muito bonitos. Procurar as feiras perto de sua casa no site da prefeitura é um saco, aí eu fiz uma página que plota todas as localizações das feirinhas no google maps. É divertido, ele vai colocando uma a uma e demora uns 10 minutos pra acabar de colocar todas. Quando finalmente acabou, eu resolvi ver como elas se distribuiam pela cidade, e morri de rir. É assim:


cobre literalmente a cidade inteira, quase uniformemente. Falta só fechar com algum apartamento...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Alugar é difícil

PRETENDENTE: Cópia do CPF e RG, Comprovante de rendimentos dos 03 últimos meses e Carteira Profissional, ou no caso de empresário: Cópia do Contrato Social, última alteração e Prolabore; Declaração do Imposto de Renda (última).

FIADOR: Cópia do CPF e RG (se casado também do cônjuge); Escritura de um imóvel em São Paulo registrado junto ao cartório de Registro de Imóveis; Comprovação de renda através de holerite ou Declaração do Imposto de Renda; No caso de empresário: Cópia do Contrato Social, última alteração e Prolabore.


É incrível a dificuldade que é alugar qualquer coisa nessa bosta de país. Me pergunto como imigrantes fazem, ou como pessoas que não tenham família rica (pra ter imóvel próprio) fazem. E olha que já existe lei permitindo despejo fácil e coisas assim.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Salvador


Nessas férias o tema de salvador foi rodar de carro a cidade inteira voltas e voltas procurando lugar pra comer ou beber e falhar miseravelmente.

Até temaki veio com salmão estragado.

domingo, 13 de dezembro de 2009

NIPS, último dia


No fim das contas valeu a pena ter vindo. Deu pra descartar várias idéias que eu tinha (o que não é o ideal, mas é melhor do que me deixar com mais tempo pra insistir em idéias sem futuro) e me deu algumas novas idéias de pra onde eu posso ir agora.

A quebra de clima e de ambiente foi agradável, também. Ter o pé congelando ainda é muito melhor do que derreter no meio de besouros e mosquitos. Pretendo tentar vir de novo ano que vem, dessa vez com trabalho, mas vamos ver como isso sai. Agora é me preparar pras mais de 20 horas de viagem de volta.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Nips, dia 4

Hoje foi um dia menos interessante, academicamente falando, embora as palestras tenham sido bem divertidas. O que eu consegui perceber, frequentando o workshop de topic models, é que essa área de pesquisa meio que morreu como área de pesquisa. Todas as fundações já foram bem descobertas, e o que falta ser feito é só procurar aplicações interessantes. Existem várias (hoje apresentaram pra descoberta de tonalidades em música, pra detecção de associações entre instituições financeiras, pra identificação da função de objetos de pompéia, etc) muito interessantes, mas pra mim eu acho que não vale a pena entrar, que os últimos problemas teóricos fundamentais já foram bem resolvidos.

É a vida, tocar pra frente com outras idéias.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

NIPS, dia 3

Hoje foi mais ou menos que nem ontem; menos interessante, mas ainda com potencial. A melhor coisa que eu tirei do dia foram algumas idéias para o doutorado. Um "destaque distribuído" do dia é que vários artigos se concentram no mesmo problema: como aprender a segmentar imagens. Um, inclusive, L. Du, L. Ren, D. Dunson, L. Carin - A Bayesian Model for Simultaneous Image Clustering, Annotation and Object Segmentation, faz uma coisa que eu queria fazer, que é usar modelos generativos pra aprender a segmentar imagens ao mesmo tempo em que se aprende a reconhecer objetos e agrupar imagens similares. É bom saber que eu não era louco, e é legal ver que os resultados deles são bem bons, o que valida a abordagem. Tiveram também alguns usos interessantíssimos de bayes não-paramétrico, mas infelizmente esses resultados ainda passam muito longe de mim. Os mais interessantes (dessa área) foram:
  • P. Rai, H. Daume III - Multi-Label Prediction via Sparse Infinite CCA em vez de você tentar capturar a correlação entre duas variáveis aleatórias x e y no espaço original, você procura qual a melhor transformação linear (dentre todas as possíveis) tal que Tx e T'y são bem correlacionados. Implicitamente, isso também faz redução de dimensionalidade. Para não se perder loucamente entre os parâmetros do modelo (qual a dimensionalidade da imagem de T e T'? Qual o rank de T e T'? etc) eles usam uma distribuição de Indian Buffet Process pra escolher como melhor representar as coisas. O legal é que, como é bayesiano, eles ainda conseguem evitar overfitting.
  • E. Fox, E. Sudderth, M. Jordan, A. Willsky - Sharing Features among Dynamical Systems with Beta Processes, a idéia é parecida, mas eles nesse trabalho modelam e descobrem, de forma não-supervisionada, estilos de movimentos baseados em vídeos de pessoas se exercitando. É impressionante o quanto você consegue inferir as coisas com meia dúzia de parâmetros.

Uma idéia interessantíssima é
  • L. Dietz, V. Dallmeier, A. Zeller, T. Scheffer - Localizing Bugs in Program Executions with Graphical Models Se você roda um programa várias vezes com testes, você não só tem uma idéia razoável de que linhas do código são mais ou menos utilizadas como você pode olhar pra de onde vem o fluxo de controle para essas linhas. Daí, dado um teste falho, você pode prever em que linha ocorreu a falha olhando qual fragmento do fluxo de controle foi mais estranho, comparado com os testes válidos. Eles conseguem reduzir o escopo de 50% dos bugs que já ocorreram no Rhino pra uma janela com menos de 1% do código. Isso pode ser muito útil pra pessoas que acabaram de pegar um código enorme pra corrigir um bug ou algo assim.
No lado triste da coisa tiveram alguns artigos de ciência cognitiva ridícula (é estranho como ciência cognitiva percorre todo o espectro possível entrê gênio e idiota publicando nas mesmas conferências) e coisas do gênero.

Bom, amanhã não tem quase nada acontecendo na conferência, mas sexta e sábado são dois dias muito cheios.